Alguém aí sabe me dizer em que
momento da história o ser humano começou a ter que fazer coisas? Dezenas,
centenas, milhares, milhões, infinitas coisas todos os dias? Digo, em algum
ponto da história das sociedades as pessoas pararam de simplesmente viver
naquela molezinha de descolar o que comer, um abrigozinho sob o céu e um semelhante
jeitosinho pra se enroscar. Há muito tempo que isso aí já não vale mais nem pra
bicho de estimação (que até esses tem que cumprir seus ritos diários de
passeio, alimentação saudável, brincadeiras com o dono, pet shop, coleirinha e
presilhas no topete de pelo), pra viver a gente tem que cumprir umas 832
tarefas diárias que ao invés de serem eliminatórias são cumulativas! Sim, já
que a gente faz coisas com o intuito de gerar mais coisas para fazer. Reparem. Não
sei se isso é ruim em si, nem bom, é como é. Mas o fato é que a cada ano, a
cada geração, viver vai se tornando uma atividade mais e mais complexa e eu me pergunto
se a gente, filhotinho de macaco, precisaria mesmo de tudo isso.
Boa noite inúmeros!Sentei-me aqui nesta noite de domingão disposta a dar início, como prometido, à série Diários de Punta, na qual pretendia compartilhar com vocês algumas experiências vividas por mim em recente viagem de férias à cidade de Punta del Este no Uruguai. Porém, todavia, entretanto, pensando melhor, cheguei a conclusão de que seria desnecessário tendo em vista que isto aqui não é um guia de viagens, além do mais, um diário só teria sentido se tivesse sido escrito em tempo real e in loco . Sendo assim, já que meu objetivo é tão somente dividir as minha impressões sobre a cidade, resolvi fazer um post no melhor estilo "Amar é...", então lá vai o que, para mim, Punta é...: - Punta é jogar US$ 20,00 no cassino, ganhar US$ 56,00 e ficar emocionadíssima com seu baldinho de moedas se sentindo a pessoa mais sortuda do mundo. - Punta é ficar p da vida por pagar o equivalente a R$ 50,00 por um café da manhã numa padaria. - Punta é estar de biquíni na praia tomando o maior s...

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