Pular para o conteúdo principal

Não ditos.




Eu bem queria palavras.
Eu bem queria palavras lindas, retas, cheias e certas.  Que fossem como tiro ao alvo. Risonhas ou lacrimejantes, desde que chegassem lá, no coração da alma. Lá onde há incertezas, mas não dúvidas.   Que bem alcançassem aonde todo o mais foi falho:  ato e omissão, insinuação e gesto.
Eu bem queria palavras mais fortes que olhar e língua, esses que tanto arvoram –se em ser os que dizem.  Me fogem, no entanto, tais palavras. Fica pulsando apenas a vontade, o abafado, o que arde.  Se ao menos houvesse onomatopeias...

Comentários

Lu disse…
Lindo, Lu! Mas as palavras não te faltam!