Pular para o conteúdo principal

Nada é tão ruim...

Nada é tão ruim que não possa ficar pior! A Marcinha sempre dizia, na sua cabeça esta era uma frase animadora, que fazia com que a pessoa encarasse uma situação adversa como se fosse até positiva ante a perspectiva de que a tal situação pudesse ser ainda mais dramática. No conceito motivacional da Marcinha, isto funcionava como uma espécie de mola propulsora que fazia com que o sujeito se mobilizasse a resolver o problema antes que ele se agravasse, ao invés de ficar se lamentando...
Fato é que em casos de falecimento de ente querido, perda do emprego, catástrofe natural, divórcio litigioso, fosse o que fosse, lá vinha a Marcinha com seu ar sábio e ponderado "nada é tão ruim que não possa ficar pior". Ah, claro que ela foi, diversas vezes, incompreendida. Muitos achavam que esta frase era um deboche, ou até mesmo um vaticínio; como quando no enterro do Sr Fidélis, coitado, falecido de câncer de próstata aos 72 anos, aproximou-se da viúva Marcelina e num abraço carinhoso após os pêsames habituais deu-lhe um sorriso e olhando bem nos olhos da chorosa mulher soltou o seu famoso bordão... Não é que a senhora ficou uma fera?! Na ausência de melhor arma, sacou o rosário que levava ao pescoço e deu, com Marias e Pai Nossos, algumas boas chicotadas na pobre da Marcinha: "sua descarada, não tem respeito pelo sofrimento dos outros?!!! Pois saiba que o Olavo ainda vai viver muitos anos!!!!";achando que a moça sabia de seu relacionamento extraconjugal e insinuava que o amado amante também poderia estar com o pé na cova... Pobre Marcinha, apanhou inocente, nem sequer desconfiava de tal affair...
(continua)

Comentários

Danilo Vivan disse…
Muito bom texto! Feliz ano novo pra você e, ó, aprendi a pôr os blogs alheios no meu. Dê uma olhada lá - o texto da São Silvestre entrou, finalmente. Bjão.

Postagens mais visitadas deste blog

Mamãe eu acho que estou ligeiramente obcecada...

Olá inúmeros! Tenho estado bastante ausente daqui por dois motivos principais: falta de tempo (correria master no trabalho) e uma ligeira inflmação no ombro, que têm me  forçado  a maneirar um pouco  com  o computador nas horas vagas. Mas, nem por isso, deixo de passar por aqui hoje - neste infernalmente quente feriado de aniversário da cidade de São Paulo - para compartilhar com vocês um dos saudosos posts "Egotrip Alucinada". So... here we go! Com vocês, minhas obsessões físico/estilísticas atuais, potencializadas dez vezes  nesta semana de TPM má-xi-ma! 1) Dentes ultra brancos :  Está decidido, não dou mais um passo nesta vida sem um clareamento super-mega power nos dentes. Cheguei a conclusão que eles estão amarelos como os de um fumante, sendo que eu nunca fumei, logo, tenho apenas sorrido no estilo Monalisa, o que é meio cansativo. 2) Cabelos ultra loiros: É isso, contrariando a mim mesma, ando com uma vontade alucinada de adotar um look "blondon" tot...

Diário de Punta ??!!

Boa noite inúmeros!Sentei-me aqui nesta noite de domingão disposta a dar início, como prometido, à série Diários de Punta, na qual pretendia compartilhar com vocês algumas experiências vividas por mim em recente viagem de férias à cidade de Punta del Este no Uruguai. Porém, todavia, entretanto, pensando melhor, cheguei a conclusão de que seria desnecessário tendo em vista que isto aqui não é um guia de viagens, além do mais, um diário só teria sentido se tivesse sido escrito em tempo real e in loco . Sendo assim, já que meu objetivo é tão somente dividir as minha impressões sobre a cidade, resolvi fazer um post no melhor estilo "Amar é...", então lá vai o que, para mim, Punta é...: - Punta é jogar US$ 20,00 no cassino, ganhar US$ 56,00 e ficar emocionadíssima com seu baldinho de moedas se sentindo a pessoa mais sortuda do mundo. - Punta é ficar p da vida por pagar o equivalente a R$ 50,00 por um café da manhã numa padaria. - Punta é estar de biquíni na praia tomando o maior s...

5 dicas para ignorar o fato de que sua conta bancária está no vermelho.

Creio que só há dois tipos de pessoas para as quais o dinheiro deixa de ser uma questão diária: os ultra ricos e os absolutamente miseráveis. Os primeiros, porque têm tanto que é como se fosse o oxigênio, você não pensa na existência dele, simplesmente respira. Os segundos porque tem que se preocupar em sobreviver e o dinheiro é tão abstrato que não dá pra pensar nele como algo em si, não se pensa "queria ter dinheiro para comprar um frango" e, sim, "queria comer um frango". O restante da população, em algum momento do dia, vai pensar direta ou indiretamente em dinheiro: têm uma conta pra pagar, vai receber um extra, tem que checar o extrato pra ver se dá pra sair etc, etc. E quando, nesse momento diário de pensar em dinheiro, você realiza que ele foi dar um rolê e esqueceu de voltar pra sua conta (alô, alô, maioria da população brasileira)? Bom, você pode tentar analisar as origens do problema, buscar os conselhos de um especialista em economia, tent...