Pular para o conteúdo principal

Franz


Sabe, já há muito tempo eu queria ter você por aqui, mas o tempo foi passando, passando e sempre uma ou outra coisinha me fazia deixar a ideia para mais tarde. Até que, em uma manhã de sábado, pumba! Você apareceu já aqui dentro, assim, do nada. Pequenininho, franzino, só olhos e orelhas. Zero pedigree. Nenhuma referência que não a rua. Não houve mais margem para desculpas. Você era o mais novo morador desta casa e ponto.

Saca só o tamanho das orelhas desse nanico.
Tímido, assustado, faminto, andava com passinhos vagarosos e desconfiados, fazendo o reconhecimento do local. Será que vai se habituar? Será que vai me amar? Porque eu já amo, pensei. É, parece bobo e, com certeza, soa ridículo para alguns, mas eu já era doida alucinada por você, aquela coisinha recém chegada e peluda.

Daí aconteceu algo engraçado, não sei se você se lembra. Aliás, gatos tem lembranças? Bom, isso não faz a mínima diferença, já que gatos não sabem ler e você é o interlocutor deste post, quer dizer... O nonsense já se instaurou mesmo.  Enfim, voltando à coisa engraçada, achei que você fosse menina (não tinha qualquer experiência com órgãos sexuais felinos) e o batizei Juliet. Foi uma semana de Juliet para lá, Juliet para cá até levá-lo ao veterinário e você virar o Franz. Espero não ter causado nenhum trauma. Acho que não causei, porque agora, 8 meses depois, você está muito bem, obrigado, e já se sente o dono da casa.

Daqui saiu a ideia para o seu primeiro nome que, bom, não rolou...rs
E brinca, e dorme, e faz charme, e come, e faz bagunça, e derruba tudo, e faz manha, e resmunga, e faz a gente de sofá, e se aninha, e dorme, e brinca de novo, e faz mais charme, e faz mais bagunça, e come mais...Repete.  E fazendo só isso (ou fazendo tudo isso?)  me faz sorrir sempre que olho para essa sua carinha linda (tá, quase sempre, porque às vezes me deixa bem brava, mas só dura uns 5 segundos...).

Dando seu expediente diuturno de sapequice...

Isso cansa meow!
Você é meu amigão, meu brinquedo, minha terapia de relaxamento... Enfim, é um gato pra chmar de meu. Se bem que tenho uma leve desconfiança de que acha que, na verdade, é você o meu dono! 
Tudo bem, essa sua petulância é parte do seu charme e convive bem com a sua doçura, com a sua xeretice sem fim e com tudo o mais que faz de você – um gatinho vira-lata do tipo frajola, igual a tantos outros no mundo – único e tão, tão especial para mim.

Cansei de ser sexy, SQN.

Obrigada por ter aparecido na minha vida! Não a vejo mais sem você :)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Diário de Punta ??!!

Boa noite inúmeros!Sentei-me aqui nesta noite de domingão disposta a dar início, como prometido, à série Diários de Punta, na qual pretendia compartilhar com vocês algumas experiências vividas por mim em recente viagem de férias à cidade de Punta del Este no Uruguai. Porém, todavia, entretanto, pensando melhor, cheguei a conclusão de que seria desnecessário tendo em vista que isto aqui não é um guia de viagens, além do mais, um diário só teria sentido se tivesse sido escrito em tempo real e in loco . Sendo assim, já que meu objetivo é tão somente dividir as minha impressões sobre a cidade, resolvi fazer um post no melhor estilo "Amar é...", então lá vai o que, para mim, Punta é...: - Punta é jogar US$ 20,00 no cassino, ganhar US$ 56,00 e ficar emocionadíssima com seu baldinho de moedas se sentindo a pessoa mais sortuda do mundo. - Punta é ficar p da vida por pagar o equivalente a R$ 50,00 por um café da manhã numa padaria. - Punta é estar de biquíni na praia tomando o maior s...

Um mês de treino - A saga continua.

E eis que, na semana passada, chegamos à nossa quarta semana de treino. Sim! Completamos um mês do nosso grupo de corrida. Parabéns para a gente, nessa data querid... Tá certo, ainda é um pouco cedo para comemorações muito efusivas. Não sei qual é o tempo, cientificamente falando, pelo qual temos que praticar alguma atividade para que ela passe a ser considerada um hábito. Talvez ainda estejamos apenas vivenciando a empolgação inicial. Fato é que já sentimos progressos e o mais legal de tudo – pelo menos no meu caso – é que já consigo sentir algum prazer durante a corrida, que antes não passava de pura tortura.  Um prazer pequeno, é verdade (nada de orgasmos múltiplos esportivos). Ainda falta o fôlego, ainda dói um tiquinho aqui e ali, ainda dá vontade de sentar quando passo perto de um banco no parque... mas a   hashtag   #voumorreragora já não é trending topic na minha cabeça durante todo o percurso. E para comemorar nosso primeiro mês como um grupo de...

La vie en rose - Capítulo I

Creio que é algo bem comum, ao voltarmos de uma viagem que curtimos muito levamos um certo tempo até desapegar, até conseguir voltar a real realidade da nossa vida cotidiana. Então, sem constrangimento, admito viver uma certa depressão pós momentos la vie en rose vividos no curto espaço de oito dias passados em Paris. Confesso que ainda não havia dado tempo de sentir saudades da minha rotina paulistana quando chegou a hora de voltar. Mas, como a vida não é novela das nove, aproveito esta última tarde de preguicinha para compartilhar com vocês algumas observações e fatos sobre a cidade luz sob a ótica de uma brasileira de primeira viagem. Feito isto, buscarei, no âmago mais profundo do meu ser, forças para retomar o dia-a-dia glamour zero, com plus de TPM que é para ser a cereja do bolo. - Primeiro mito quebrado: "se você não falar francês, será maltratada, os franceses detestam que falem em inglês" Olha, a não ser que eu tenha dado, assim, uma sorte colossal de Deus ...